terça-feira, 18 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crítica: Sete Dias Sem Fim | Um Filme de Shawn Levy (2014)


Judd Altman (Jason Baterman) é um sujeito azarado que perdeu tudo o que tinha quando pegou sua esposa o traindo com seu chefe. Para piorar, ele recebe a triste notícia de que seu pai faleceu e que precisava retornar para sua cidade natal para participar de uma tradição judaica chamada Shivá, onde todos os membros da família se reúnem durante o período de luto de sete dias, isso atendendo ao último pedido do falecido pai. O problema é que a família Altman não se reunia já havia muitos anos e como no passado, o convívio familiar provavelmente não seria muito sereno e agradável. Então durante uma semana, a mãe (Jane Fonda) e seus quatro filhos, o Judd, Paul (Corey Stoll), Wendy (Tina Fey) e Phillip (Adam Driver), cada um com suas estranhas particularidades e histórias de vida repletas de altos e baixos terão que coexistir novamente no mesmo espaço como no passado, o que fará esses sete dias parecer eternos de um modo ou de outro. “Sete Dias Sem Fim” (This is Where I Leave You, 2014) é uma comédia dramática escrita por Jonathan Tropper e dirigida por Shawn Levy (responsável por filmes como “Uma Noite no Museu”, “Gigantes de Aço” e “Os Estagiários). Baseado no livro homônimo do próprio Jonathan Tropper, o diretor consegue imprimir nesse cenário de reunião familiar forçada, alguma nostalgia para pessoas distantes de seus lares de criação, boas passagens de humor e algumas mensagens positivas bastante válidas.

Sete Dias Sem Fim” é uma inspirada dissecação da história de uma família comum americana. Mesmo que acompanhar um pequeno grupo de adultos que retornam ao lar onde passaram a infância e a juventude, onde tentam lidar com as insuportáveis mudanças do presente ao mesmo tempo em que tentam resolver inevitáveis pendências do passado seja de todas as formas possíveis à premissa de um enredo extremamente batido no cinema, essa comédia merece alguma atenção do espectador. Se o enredo é clichê, sua forma e ritmo são de uma competência original. Isso instituído pelo roteiro ajustado de Tropper (uma ótima adaptação literária) que trabalha com sabedoria todas as emoções contidas em cada um dos personagens. Essa inesperada e duradoura volta para casa que traz lembranças representativas diferentes para cada um dos filhos, se contrasta de modo bastante interessante com suas peculiares trajetórias até o presente momento. A direção segura de Shawn Levy, que pega todas as qualidades legítimas e maduras do roteiro ligeiramente melancólico e as equilibra de forma brilhante com o humor, é um grande diferencial dessa comédia. As piadas, as situações constrangedoras e os irônicos diálogos que são permeados durante sua duração funcionam curiosamente sem falhas. Isso porque o elenco que compõem esse longa-metragem simplesmente  barbariza em cena. É difícil afirmar quem se sai melhor em cena, embora algo da estrutura do filme indique que Jason Bateman tenha que se destacar.

Assim sendo, “Sete Dias Sem Fim” tem um nível de competência invejável se comparado a uma porção de filmes que transitam pelo mesmo terreno escorregadio que essa comédia se encontra. Mesmo que sua proposta não busque revolucionar, ela sem dúvida nenhuma funciona e diverte como poucas. Suas mensagens sobre valores, família, passado e futuro que estão em movimento, geram ótimas passagens dramáticas que não causam em momento algum estranhamento com o formato de humor constante que essa comédia assume. Trata-se de um filme bastante interessante de ser acompanhado por quem gosta de histórias de família repleta de contos engraçados.

Nota:  7,5/10
_________________________________________________________________________

sábado, 15 de julho de 2017

Crítica: A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell | Um Filme de Rupert Sanders (2017)


Em um mundo futurista, o hábito de se fazer aperfeiçoamentos no corpo humano através de inserções tecnológicas se torna comum. O ápice dessa evolução é a Major Mira (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado para um corpo totalmente cibernético construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, logo a Mira é adicionada a um departamento especial da polícia local chamado Seção 9. Em sua jornada de combate ao crime sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano), ela conta com a ajuda de seu parceiro, Batou (Pilou Asbaek) nas perigosas tarefas de sua função. Mas em meio a investigação sobre o assassinato de vários executivos da Hanka por um misterioso assassino, ela começa a descobrir alguns segredos sombrios da empresa responsável por sua criação e sobre si mesma. “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” (Ghost in the Shell, 2017) é uma produção de ação e ficção científica escrita por Jonathan Herman e Jamie Moss, e dirigida por Rupert Sanders. Baseada no icônico mangá japonês Ghos in the Shell de Masamune Shirow (que gerou uma animação que por aqui foi chamada “Fantasma do Futuro”, em 1995), essa versão live-action prioriza o visual estarrecedor de sua fonte, ao mesmo tempo em que falha em engrandecer as mensagens de seu contexto revolucionário.

A fascinante estética visual de “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” é a melhor coisa que se pode dizer sobre essa obra de ficção cientifica que absorve e expõe toda a inspiração do universo de sua fonte. Quando em sua introdução, dentro de um laboratório hi-tech um cérebro humano é metodicamente acomodado em uma concha, onde em sua extensão está um esqueleto robótico feito de metal e componentes eletrônicos, e segundos depois emergindo de um denso tanque de um sofisticado processo laboratorial surge uma mulher em carne e osso, o salto evolutivo que culmina na Major Mira, a qual toda sua perfeição é personificada na figura da belíssima atriz Scarlett Johansson, o espectador tem a ideia precisa do que está por vir. O filme é um agradável delírio visual como há muito tempo não se via no cinema de ficção científica. Porém a discussão da relação homem/máquina e a ética ligada aos aspectos da ciência e seus desenvolvimentos são deixados em segundo plano. Pelo menos em se tratando de competência. Tanto o enredo que dissecado pelos roteiristas não consegue imprimir uma cativante opinião sobre as ideias que toca, como a direção de Rupert Sanders que dedicada a confeccionar cenas de ação fantásticas em paisagens futuristas surreais, essa produção falha em oferecer algo memorável. Todos os elementos necessários estão impressos na película, mas em um ritmo e profundidade equivocada. Se as passagens de ação são deslumbrantes, os diálogos carecem de mais atenção e a montagem burocrática dos eventos não ajuda o conjunto, pois os momentos de perigo na verdade não conseguem demonstrar essa emoção.

O trabalho que remete a lembrança de filmes como “Blade Runner” (1982) e “Matrix” (1999) em sua forma e essência, “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” falha onde suas comparações atingiram um nível de excelência incomparável. Se no elenco, Scarlett Johansson cumpre com seu papel de forma funcional, é bastante curioso que o completo desconhecido Pilou Asbaek se destaque tanto em tela, como ao mesmo tempo, a atriz Juliette Binoche consiga elevar sua personagem clichê de cientista com crise de consciência a um nível tão promissor como muitos outros talentos de Hollywood nem chegaram perto. Assim sendo, “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” não chega a fazer feio diante de sua fonte de animação, mas também não chega a sequer a se igualar a ela. A versão live-action tem as qualidades, os seus momentos de glória e tudo mais, mas com um pouco mais de esmero no roteiro e uma direção focada em algo mais do que no visual esse filme poderia ter sido muito melhor.

Nota:  7/10
_________________________________________________________________________

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Os Top 10 Filmes de Crime de Todos os Tempos

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Crítica: Castelo de Areia | Um Filme de Fernando Coimbra (2017)


No início da Guerra do Golfo, em 2003, o inexperiente soldado Matt Ocre (Nicholas Hoult) é enviado a uma missão nos arredores de uma cidade iraquiana junto com seu pelotão a fim de consertar uma estação de abastecimento de água que foi destruída por bombas norte-americanas. Um desastre que deixou os habitantes da região sem abastecimento. Entretanto a missão que se presumia ser preocupante acaba se mostrando muito mais complicada de ser realizada pelo fato de que, em meio a um clima de ressentimento, discórdia e perigo que impera sobre as tropas americanas, conquistar os necessários corações dos cidadãos iraquianos acabou se tornando uma tarefa mais difícil e perigosa quanto se esperava. Porém, ainda que Matt nunca tenha se mostrado interessado em fazer a diferença nessa guerra, ele passa acreditar gradualmente na missão de consertar o sistema de água para os habitantes, mas aos poucos percebe que essa sua missão é mais absurda do que essa guerra. “Castelo de Areia” (Sand Castle, 2017) é um drama de guerra produzido pela Netflix, o qual é escrito pelo veterano de guerra Chris Roessner com base em suas memórias de quando atuou no Triângulo Sumita na Guerra do Iraque. O filme é dirigido pelo brasileiro Fernando Coimbra (responsável pelo drama “O Lobo Atrás da Porta”, de 2013). Após sua experiência na direção de dois capítulos do seriado “Narcos”, Coimbra foi convidado a dirigir o primeiro longa-metragem original da produtora que é comandado por um brasileiro.

Castelo de Areia” é mais pretensão do que resultado. Desprovido de ações heroicas memoráveis, espetáculos pirotécnicos, sanguinolência indigesta, ou ações militares de requinte estratégico típico de filmes americanos; o enredo desse filme se mostra mais interessado em deixar alguns pensamentos no ar antes da subida dos créditos finais. Porque ao acompanhar os percalços do protagonista, o soldado Matt Ocre interpretado pelo ator Nicholas Hoult em sua tentativa de ganhar uma dispensa médica permanente da guerra, nós logo percebemos que não se trata de um filme cuja pretensão é criar heróis. Ao contrário de alguns membros de sua tropa, ele odeia o fato de estar envolvido nessa guerra. A proposta desse filme é mais voltada em mostrar a rotina desses soldados em meio a uma atmosfera de pouca glória. O cineasta Fernando Coimbra chegou a comparar a situação das tropas no Iraque com o que ocorre muitas vezes nos morros cariocas com a Polícia Pacificadora. O medo e a hostilidade andam de mãos dadas em sua proposta. O objetivo desse filme não é retratar grandes batalhas em uma complexa guerra, mas mostrar os inevitáveis efeitos nocivos que todos os envolvidos são submetidos. Porém, o que poderia ser um grande trabalho cinematográfico de  um aprofundamento psicológico original, no fim apenas se resume a algo mau preparado, incompleto e que desperdiça as boas intenções que sugere ter.

Castelo de Areia” não chega a ser um filme ruim, mas também não conquista um lugar ao sol de outras produções que retratam o mesmo conflito (“Soldado Anônimo”, de 2005 e “Guerra ao Terror”, de 2009) com mais maturidade e desenvoltura. Seu problema é justamente o de não se definir, ao expor um material que instiga reflexões e ao mesmo tempo as responde através de seus silêncios de forma vazia. O roteiro também não explora bem outros personagens de aparente destaque como Henry Cavill, Logan Marshall-Green e Glen Powell. Enfim, interessante de ser conferido e desnecessário de ser estudado. Serve para passar o tempo.

Nota:  6/10
_________________________________________________________________________

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Baby Driver

Pôster Oficial da mais nova produção de ação escrita e dirigida por Edgar Wright. Estrelada por Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James, Elza Gonzalez, John Hamm e Jamie Foxx. Temos aqui um cartaz de respeito gráfico inatingível. Baba baby, baba!