segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crítica: Sete Dias Sem Fim | Um Filme de Shawn Levy (2014)


Judd Altman (Jason Baterman) é um sujeito azarado que perdeu tudo o que tinha quando pegou sua esposa o traindo com seu chefe. Para piorar, ele recebe a triste notícia de que seu pai faleceu e que precisava retornar para sua cidade natal para participar de uma tradição judaica chamada Shivá, onde todos os membros da família se reúnem durante o período de luto de sete dias, isso atendendo ao último pedido do falecido pai. O problema é que a família Altman não se reunia já havia muitos anos e como no passado, o convívio familiar provavelmente não seria muito sereno e agradável. Então durante uma semana, a mãe (Jane Fonda) e seus quatro filhos, o Judd, Paul (Corey Stoll), Wendy (Tina Fey) e Phillip (Adam Driver), cada um com suas estranhas particularidades e histórias de vida repletas de altos e baixos terão que coexistir novamente no mesmo espaço como no passado, o que fará esses sete dias parecer eternos de um modo ou de outro. “Sete Dias Sem Fim” (This is Where I Leave You, 2014) é uma comédia dramática escrita por Jonathan Tropper e dirigida por Shawn Levy (responsável por filmes como “Uma Noite no Museu”, “Gigantes de Aço” e “Os Estagiários). Baseado no livro homônimo do próprio Jonathan Tropper, o diretor consegue imprimir nesse cenário de reunião familiar forçada, alguma nostalgia para pessoas distantes de seus lares de criação, boas passagens de humor e algumas mensagens positivas bastante válidas.

Sete Dias Sem Fim” é uma inspirada dissecação da história de uma família comum americana. Mesmo que acompanhar um pequeno grupo de adultos que retornam ao lar onde passaram a infância e a juventude, onde tentam lidar com as insuportáveis mudanças do presente ao mesmo tempo em que tentam resolver inevitáveis pendências do passado seja de todas as formas possíveis à premissa de um enredo extremamente batido no cinema, essa comédia merece alguma atenção do espectador. Se o enredo é clichê, sua forma e ritmo são de uma competência original. Isso instituído pelo roteiro ajustado de Tropper (uma ótima adaptação literária) que trabalha com sabedoria todas as emoções contidas em cada um dos personagens. Essa inesperada e duradoura volta para casa que traz lembranças representativas diferentes para cada um dos filhos, se contrasta de modo bastante interessante com suas peculiares trajetórias até o presente momento. A direção segura de Shawn Levy, que pega todas as qualidades legítimas e maduras do roteiro ligeiramente melancólico e as equilibra de forma brilhante com o humor, é um grande diferencial dessa comédia. As piadas, as situações constrangedoras e os irônicos diálogos que são permeados durante sua duração funcionam curiosamente sem falhas. Isso porque o elenco que compõem esse longa-metragem simplesmente  barbariza em cena. É difícil afirmar quem se sai melhor em cena, embora algo da estrutura do filme indique que Jason Bateman tenha que se destacar.

Assim sendo, “Sete Dias Sem Fim” tem um nível de competência invejável se comparado a uma porção de filmes que transitam pelo mesmo terreno escorregadio que essa comédia se encontra. Mesmo que sua proposta não busque revolucionar, ela sem dúvida nenhuma funciona e diverte como poucas. Suas mensagens sobre valores, família, passado e futuro que estão em movimento, geram ótimas passagens dramáticas que não causam em momento algum estranhamento com o formato de humor constante que essa comédia assume. Trata-se de um filme bastante interessante de ser acompanhado por quem gosta de histórias de família repleta de contos engraçados.

Nota:  7,5/10
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3 comentários:

  1. Adorei esse filme. "Sete dias sem fim".
    E o elenco é maravilhoso.
    Gosto de filmes que mostre histórias possíveis.
    que mostre os bairros, as ruas, as casas americanas.
    Jason Baterman é maravilhoso.

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  2. Nessa sua imagem, Jane Fonda está irreconhecível.

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    1. Verdade Liliane. O filme é ótimo, principalmente pelo elenco principal que compõe a família. A Jane Fonda está sim, irreconhecível.

      bjus

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