sexta-feira, 2 de junho de 2017

Crítica: Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Um Filme de Joachim Rønning e Espen Sandberg (2017)


Jack Sparrow (Johnny Depp) e seus novos companheiros, Henry (Brenton Thwaites) e Carina (Kaya Scodelario) se aventuram na procura do poderoso Tridente de Poseidon pelas mais diferentes razões. Sparrow quer voltar a ser um verdadeiro capitão, Henry acredita que de posse do tridente pode acabar com a maldição do pai, Will Turner (Orlando Bloom) e Carina está atrás de seu poder. Mas o problema é que eles não estão nessa perigosa busca sozinhos: um velho e perigoso inimigo de Jack, o Capitão Salazar (Javier Bardem) e sua tripulação de mortos vivos estão no encalço do Tridente e consequentemente intencionando uma vingança sobre o Capitão Jack Sparrow. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell no Tales, 2017) é uma aventura cinematográfica produzida pela Walt Disney Pictures, escrita por Jeff Nathanson e dirigida por Joachim Ronning e Espen Sandberg. Depois de quatorze anos desde a primeira aventura de sucesso, este é o quinto filme da franquia iniciada pelo cineasta Gore Verbinski e estrelada por Johnny Depp. Com claras pretensões de resgatar o sucesso do passado, ao conferir ao enredo lembranças dos episódios anteriores e um destaque superlativo a figura de Sparrow, o filme é bem embalado com seus contornos de terror, muito humor e aquele espirito de aventura familiar tocada com o propósito de ser apenas divertida.

Mas “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” demonstra sinais do cansaço da franquia que apresenta um material repetitivo e sem fôlego. Sem pretensões de alterar elementos comuns da franquia ou conceber alguma espécie de reinvenção ao que estava funcionando bem, esse quinto episódio não promove tudo aquilo que promete em tese e entrega um produto divertido e esquecível na mesma proporção. Tirando o personagem de Sparrow (uma criação única do talento de Johnny Deep) dotado de suas irreverentes falácias e seus conhecidos trejeitos (e mais bobo do que de costume), não há um personagem sequer que faça frente ao astro nessa produção. É provável que Brenton Thwaites (que na falta da possibilidade de ter Orlando Bloom no elenco) e Kaya Scodelario (o personagem feminino que foi amaldiçoado com pobreza de ideias) sejam prejudicados pelo roteiro de Jeff Nathanson, que os articula na trama, mas não os tornam realmente interessantes. Javier Bardem até tenta, e sua interpretação esboça traços de excelência esperados de um ator de seu nível. Porém seu desempenho flutua a distancia as margens de seu antagonista, perdendo pontos valiosos se comparado a alguns vilões anteriores como Barbosa (Geoffrey Rush) ou Davy Jones (Bill Nighy). Tecnicamente melhorado, a Walt Disney capricha na direção de arte, nos efeitos visuais (com raros momentos de queda de qualidade que transparecem artificialidade), nas locações monstruosas e em tudo que diz respeito ao visual e a atmosfera aventuresca que deve reinar absoluta nessa produção de fantasia.

Em resumo, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” é divertido. O humor funciona de forma funcional numa boa parcela do tempo e a ação ganha um bom ritmo nas mãos dos diretores noruegueses. Embora não supere “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, também não naufraga feito “Navegando em Águas Misteriosas”. E diante de alguma duvida se esse será o episódio final dessa franquia, a resposta para essa pergunta é: Não. Há uma cena de pós-crédito que sugere ao espectador que o show não pode parar.

Nota:  7/10
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2 comentários:

  1. quero ver mas vou esperar chegar na tv a cabo.

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    1. Alguns filmes são melhores para serem assistidos na televisão e outros são mais gratificantes a serem conferidos no cinema. Esse aqui eu precisava ver na "telona".

      bjus

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