segunda-feira, 26 de junho de 2017

Crítica: Passageiros | Um Filme de Mortem Tyldum (2016)


A tranquila viagem da nave espacial Avalon, uma nave totalmente automatizada que transporta milhares de pessoas para um planeta a ser colonizado colide com alguns asteroides no caminho, ninguém que viaja sob a condição de sono profundo sonha com os perigos que estão prestes a serem desencadeados com esse acidente. O que a principio não deveria ser nada, acaba ocasionando alguns problemas de funcionalidade da nave, como o mau funcionamento da câmara de hibernação de Jim Preston (Chris Pratt), um engenheiro mecânico que irá trabalhar nesse planeta a ser colonizado. Despertado do sono noventa anos antes de sua chegada ao destino do planeta, Jim se vê oprimido pelo tempo e a solidão. Mas quando  Aurora Dunn (Jennifer Lawrence) uma solitária escritora que pretende apenas passar alguns anos nesse planeta e depois retornar ao planeta de origem se desperta por razões diferentes, todos os planos dados como certo mudam na vida desses dois passageiros. “Passageiros” (Passengers, 2016) é uma produção de ficção científica escrita por Jon Spaihts e dirigida pelo norueguês Morten Tyldum (responsável por filmes como “Headhunters”, de 2011 e “Jogo da Imitação”, de 2014).

Passageiros” é um produto criado na medida certa para agradar a todos os públicos. Basicamente como uma produção de sci-fi, de contornos sofisticadíssimos e acabamento visual impecável. É impossível não se agradar com as dependências da nave Avalon que mais se assemelham a um hotel de luxo com recintos tirados de uma Enterprise da vida. Depois temos o romance encabeçado pela dupla, o carismático Chris Pratt e a lindíssima Jennifer Lawrence, que para todos os efeitos, se tornaram os mais novos queridinhos de Hollywood após enfileirarem alguns sucessos de bilheteria e crítica. E por fim, uma aventura intergaláctica, com direito as cenas de ação recheadas de efeitos visuais e tensão bastante singular para o produto oferecido. Em suma, trata-se de um deleite para o grande público. Porém, há um aspecto bastante perturbador no enredo que somente um grande diretor como Morten Tyldum poderia equalizar. O contato de Jim Preston em relação à Aurora Dunn é marcado de uma série de adjetivos negativos que ganharam contornos adocicados e bastante romanceados como justificativa. É curioso como o enredo trabalha com todas as forças para justificar a atitude de Jim, ao mesmo tempo em que o despertar da figura do tripulante Gus Mancuso interpretado por Laurence Fishburne funciona como um guia do consumidor dentro da história.

Por isso toda a sofisticação visual de “Passageiros”, o elenco bonitinho, a história que envereda por caminhos mais cômodos que tenta imprimir uma mensagem feliz e otimista em seu desfecho, também esconde uma obra de estudo para gerações futuras. Há alguns excessos camuflados pelo verniz de Hollywood que preocupam. O aspecto perturbador que mencionei está lá, esboçado numa espécie de metáfora muito utilizada pelo cinema de sci-fi para retratar assuntos presentes na sociedade contemporânea, mas materializada em um produto de entretenimento tão comercial em sua forma e aparência que acabou convenientemente se banalizando. Pelo jeito, desvirtuar os direitos e obrigações do ser humano não é um crime que está com os dias contados.

Nota:  5/10
________________________________________________________________________

8 comentários:

  1. Oii Marcelooo tudo bem?
    Eu gosto muito do ator do filme kkkkkkkkkkkkkkk agora é necessário assistir o filme pra vê se é bom rsrs
    Ótima semana ❥

    Beijinhosss ;*
    Blog Resenhas da Pâm

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo bem Pamela! Assista ao filme sim, por favor. Independente da qualidade dos filmes que resenho, todos servem como uma indicação para as pessoas que passam por seu blog.

      bjus

      Excluir
  2. Mesmo com as críticas ruins, ainda pretendo conferir.

    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assista sim. Eu gostaria de ver uma resenha sua sobre esse filme em seu blog.

      abraço

      Excluir
  3. Não sou fã de filmes de ficção.
    Mas esse parece ser uma história de amor.
    Vou procurar vê.
    Vai ser difícil achar considerando que é um filme recente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, Liliane. É um romance espacial e uma história de amor. Tenho certeza que você achará fácil na internet.

      bjus

      Excluir
  4. é um filme romântico, mas gostei da parte tecnológica e de alguns diálogos. e concordo, atenuaram bastante a gravidade do q o protagonista fez. e deram um jeito de colocar medo da morte para facilitar o perdão. beijos, pedrita

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu subentendo no contexto das ideias encrustadas no enredo, como uma agressão grave sobre a mulher. Quase uma metáfora sobre o que acontece na realidade. Porém, o roteiro é bem floreado para arrumar as coisas e deixar todo mundo feliz com o final. Eu fiquei assustado com a forma como as coisas procederam. Sei lá...

      bjus

      Excluir