sábado, 31 de outubro de 2015

Brinquedo de Gente Grande


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Crítica: Bata Antes de Entrar | Um Filme de Eli Roth (2015)


Evan Webber (Keanu Reeves) sempre se mostrou ser um bom marido e pai de família. Algo bem evidenciado ao percorrer os corredores de seu lar que está repleto de lindas fotografias de momentos agradáveis de sua sólida vida familiar. Mas quando em uma noite chuvosa, duas jovens garotas, Bel (Ana de Armas) e Genesys (Lorenza Izzo) batem inesperadamente a sua porta pedindo ajuda por estarem perdidas justamente numa noite em que Evan se encontra sozinho em casa, pois sua esposa e filhos estão viajando, seu futuro dá uma drástica guinada. Lentamente essas duas jovens começam a seduzi-lo e Evan não resistindo à tentação, se envolve em um esquentadíssimo ménage à trois. E o que parecia ser apenas uma quente noite de sexo, para sua surpresa logo pela manhã elas se revelam duas perigosas psicopatas dispostas a tudo para punir os seus pecados com o devido rigor. “Bata Antes de Entrar” (Knock Knock, 2015) é uma produção de terror psicológico escrito por Guillermo Amoedo, Nicolás López e Eli Roth, o qual o último também assume a direção e é inspirado em um longa-metragem de 1977, chamado “Jogo da Morte”. Roth, famoso por realizar filmes mais sanguinários como “Cabana do Inferno” e “O Albergue”, adota uma postura mais contida e nada radical em sua mais recente realização, buscando o efeito apavorante sobre os espectadores através do desempenho do elenco principal composto pelo astro Keanu Reeves, pela, Ana de Armas e por Lorenza Izzo, também esposa do diretor Eli Roth.

De premissa interessante, o potencial de “Bata Antes de Entrar” desaparece com a mesma lógica que a postura de marido exemplar que Keanu Reeves detinha nos primeiros minutos dessa produção. Em um arquitetado teste de fidelidade elaborado por duas convenientes femme fatale (com intenções semelhantes a da atriz pornô Marcia Imperator que abalou uma série de relacionamentos em um programa de auditório orquestrado pelo apresentador João Cleber durante muitos anos), ele cai previsivelmente numa armadilha tão inesperada quanto desconexa, digna de um reality show sensacionalista. O que até poderia render alguns momentos de tensão psicológica bastante propício ao conjunto da obra, na verdade os acontecimentos decorrem de forma cansativa ao espectador. Se de um lado da câmera temos Eli Roth que já não é um realizador associado a projetos exuberantes em termos de desenvolvimento de trama, do outro temos um elenco acuado pelo rumo esquisito da história, o que consequentemente reduz o trabalho dos envolvidos a um enrolado jogo de levar justiça aos pecadores sem a adequada construção de personagens afetada pelo ritmo acelerado e nervoso das atuações. Se havia uma intenção de desencadear algum efeito de reflexão no espectador, o filme falha grosseiramente nessa tarefa. Tudo se mostra um extenso jogo sem comprometimento crível.

Embora o roteiro lance algumas boas sacadas criativas, como um deturbado jogo de perguntas e respostas conduzido pelas duas desequilibradas beldades, onde o vulnerável personagem de Keanu Reeves é entrevistado e as respostas erradas aos olhos das duas é punido com tortura, o desenvolvimento da trama se rende a um progresso acomodado se mostrando excessivamente limitado e negativamente repetitivo. Como também as reviravoltas que lançadas sobre o espectador são apenas um aglomerado de acontecimentos burocráticos e que não possuem a força necessária para manter a atenção do público como teoricamente idealizado. Assim sendo, “Bata Antes de Entrar” se mostra uma perda de tempo bastante inferior aos filmes mais conhecidos de Eli Roth, e que dificilmente irá agradar até quem desconhece seu estilo de fazer cinema. Particularmente julgo o seu desfecho um desperdício de uma fantástica canção, que tem “Where is My Mind”, dos Pixies antes da subida dos créditos finais.

Nota:  5/10
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Crítica: Sr. Holmes | Um Filme de Bill Condon (2015)


A presença de um magnifico ator como Ian McKellen, associada a um personagem icônico da literatura como Sherlock Holmes é um orgulho que não cabe a qualquer realizador. Embora o trabalho aqui não seja esmiuçar nenhuma grande trama investigativa de difícil resolução a meros mortais, Bill Condon entrega de um modo bastante particular um longa-metragem igualmente fascinante. Tanto o trabalho de McKellen quanto de Condon, ambos tem de uma forma bastante elegante e eficiente às atribuições do mais famoso investigador do mundo. “Sr. Holmes” (Mr. Holmes, 2015) é um drama de mistério britânico e estadunidense baseado no romance A Slight Trick of the Mind, de Mitch Cullin que foi publicado em 2005 e que tem a figura de Sherlock Holmes como personagem principal, da autoria de Arthur Conan Doyle. Em sua trama, agora acompanhamos o detetive aposentado Sherlock Holmes (Ian McKellen), que com 93 anos em pleno ano de 1947, já está distante de suas atividades profissionais há quase 20 anos. Embora aposentado, sua reputação e seu talento para desvendar mistérios continuam intactos, apesar de serem ocasionalmente prejudicados pelo ímpeto da idade. Sua memória já lhe o submete a tensas armadilhas e vivendo numa distante fazenda apenas na companhia de uma governanta, a Sra. Munro (Laura Linney) e seu pequeno filho, Roger (Milo Parker), o qual o segundo divide com Holmes seu fascínio por abelhas e sempre se encontra interessado pela incursão de Holmes como escritor, o garoto acaba o ajudando a reconstituir um antigo e importante caso do passado que se recusa a desaparecer da memória e que inclusive lhe impulsionou a uma precoce aposentadoria.

Em uma segunda parceria entre o ator Ian McKellen e o cineasta Bill Condon (a primeira foi através de “Deuses e Monstros), “Sr. Holmes” é a materialização do melhor desses dois. “Sr. Holmes” é um filme meticulosamente elegante em sua aparência e comportamento, de argumento preciso que se beneficia de uma edição bem montada e que mesmo que os pequenos mistérios abordados na trama não tenham a grandiosidade esperada coerente com a fama do personagem título, despertam a atenção do espectador e reservam algumas surpresas agradáveis. O filme não possui inebriantes reviravoltas, mas delicados e necessários esclarecimentos que trabalham para a funcionalidade do todo. Marcado com boas atuações por parte de todo o elenco (ainda que personagens familiares como Dr. Watson e o irmão de Sherlock Holmes sejam apenas citados na trama), a trilha sonora sensível enriquece outros departamentos técnicos como de arte, que faz uma reconstituição de época precisa nos detalhes, ou de fotografia, que brinda o espectador com belas imagens ao longo da produção. Uma curiosidade: o ator Nicholas Rowe, que interpretou o Sherlock Holmes ainda na juventude no filme “O Enigma da Pirâmide”, de 1985, faz uma inesperada aparição na tela como o personagem Sherlock Holmes em uma transposição cinematográfica de um dos livros de Watson ao qual o ator Ian McKellen vai conferir numa certa passagem do filme. Por fim, “Sr. Holmes” não é necessariamente um longa-metragem que busca entregar ao espectador um quebra-cabeça ou um enigma desafiador aos sentidos sobre misteriosos assassinatos. É mais um drama sobre o necessário aprendizado do envelhecimento, a reciclagem das experiências de vida em benefício dos mais jovens e do quão importante que podem ser as abelhas em nossas vidas.

Nota:  8/10
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Crítica: Seven: Os Sete Crimes Capitais | Um Filme de David Fincher (1995)


Quando o recém-chegado detetive David Mills (Brad Pitt) chega ao departamento de homicídios e é forçado a armar uma parceria inesperada com o experiente detetive William Somerset (Morgan Freeman), isso a poucos dias de sua aposentadoria, ambos são confrontados com uma intrigante investigação que mudará o rumo de suas vidas: encontrar um perigoso serial Killer que fundamenta seus doentios crimes com base nos sete pecados capitais. “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (Se7en, 1995) é um thriller policial estadunidense escrito por Andrew Kevin Walker (também responsável pelo roteiro de “8 Milímetros” e “O Lobisomen) e dirigido pelo renomado cineasta norte-americano David Fincher. Entre um dos mais expressivos filmes de sua época, que lançado em setembro de 1995, é justificada que a sua relevância e reputação continua intacta mesmo 20 anos após seu lançamento. Algo praticamente profetizado pelo serial Killer John Doe, que a certa altura da trama, quando ao afirmar com a certeza do que a princípio parecia ser apenas uma série de crimes hediondos, aparentemente comum e esquecível, mas que quando todos estiverem terminados, o significado desses seus atos teria um alcance muito mais longo do que os detetives David Mills e William Somerset conseguem ver de imediato. Verdade seja dita: considerando a relevância da obra na história do cinema, onde serviu de inspiração para uma infinidade de outras obras menos expressivas, “Seven” segue imbatível como um dos melhores suspenses policiais de um cinema mais contemporâneo.


Provavelmente sendo um dos filmes mais fascinantes dos anos 90, “Seven: Os Sete Crimes Capitais” faz parte de um generoso legado de bons filmes permeado pelos mais variados gêneros dessa década. Esse longa-metragem é dono de um requinte visual mais que expressivo herdado da experiência de seu realizador na área de vídeos musicais (onde na época David Fincher já havia dirigido clipes musicais para artistas como Madonna, Billy Idol e Aerosmith), onde logo no início da sombria entrada dos créditos denota a essência de sua natureza. David Fincher mescla com precisão uma densa história que está cheia de boas sacadas, personagens fascinantes e bem construídos e, sobretudo sob uma estética visual e rítmica de cinema noir bem aplicada em prol do conjunto da obra. O fascinante contraste da parceria surgida do novato detetive interpretado por Brad Pitt e o experiente guru das investigações interpretado por Morgan Freeman na incessante caçada de uma tão complexa quanto insana mente criminosa materializada pela brilhante atuação de Kevin Spacey são entre muitas qualidades do filme as que mais se destacam. O conjunto de elementos que compõem essa obra seja técnico ou criativo é um deleite aos apreciadores do gênero. Inclusive esse filme também foi um grato impulso ao subgênero de filmes de serial Killer que passava por uma condição de desgaste aparentemente irreversível. Aparentemente. O filme é a materialização de uma trama de uma ideologia psicótica bem fundamentada a proposta da produção, que repleta de surpresas originais possibilitadas por bons diálogos e situações funcionais, acima de tudo o resultado exibe uma condução primorosa que segura a atenção do espectador sem folga. 

Embora o rumo da trama tenha um desenvolvimento fantástico do começo ao fim, alternando picos de tensão e suspense inigualáveis dentro do gênero, isso eu afirmo sem exageros, “Seven: Os Sete Crimes Capitais” é provavelmente dono de uns dos desfechos mais fascinantes do cinema. Entre muitas qualidades que surgem na tela de forma bem escolhida, seu final é simplesmente de cair o queixo.

Nota:  10/10
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sábado, 10 de outubro de 2015

O Brazil de Terry Gilliam

Fan Art

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Crítica: Intocáveis | Um Filme de Olivier Nakache e Éric Toledano (2011)


Phillippe Cluzet (François Cluzet) é um educado milionário francês que após um acidente ficou tetraplégico. Embora esteja sempre cercado de funcionários, devido a sua delicada condição física ele precisa de um auxiliar de enfermagem para ajuda-lo nas tarefas mais simples de seu cotidiano. Fato que consequentemente o deprime diante da vida. Diante da inevitável necessidade de uma nova contratação de um profissional para auxilia-lo nas rotineiras tarefas, entre muitos candidatos surge o recém-libertado da prisão, Driss (Omar Sy), um senegalês radicado nos subúrbios de Paris que se candidatou para a vaga de enfermeiro apenas para cumprir com as formalidades de sua soltura. Porém, Driss de uma forma um tanto estranha cativa seu contratante, e dessa estranha união de opostos surge uma inesperada amizade que fará com que Phillippe venha a encontrar novamente o prazer de viver que lhe foi tomado após o trágico acidente. “Intocáveis” (Intouchables, 2011) é uma comédia dramática francesa escrita e realizada por Olivier Nakache e Éric Toledano. Baseada na real história de amizade entre o milionário Philippe Pozzo di Borgo e o jovem argelino, Abdel Selou, abordada no livro autobiográfico Le Secound Souffle, essa história já havia rendido um documentário chamado “A La Vie, à La Mort” e dois best-sellers, um escrito por Philippe e outro por Abdel. De contornos dramáticos sensíveis que habilidosamente foram equilibrados com uma boa dose de humor, a dupla de cineastas franceses, Olivier Nakache e Éric Toledano conseguem entregar um produto tipicamente americano em sua essência, entretanto imensamente mais inspirado e divertido do que a maioria de produções do gênero oriundas do mercado norte-americano.


Um imbatível sucesso de bilheteria na França (o filme bateu recordes de bilheteria se tornando no final das contas uma das produções francesas mais rentáveis da história do cinema francês), “Intocáveis” conquistou rapidamente o mundo com sua forma simples e sincera de mexer com as emoções contidas do público. Sobretudo, da crítica que não poupa elogios para sua forma acessível e equilibrada de emocionar. Essa produção tem inúmeras indicações e ganhou vários prêmios nos mais variados festivais de cinema pelo mundo, o que mostra que a história da improvável e sincera amizade de dois sujeitos tão diferentes aos olhos da maioria das pessoas (um negro suburbano sobrecarregado de problemas e um aristocrata inacessível) ganhou merecidamente a empatia dos mais variados públicos do mundo. Brilhantemente protagonizado por François Cluzet e Omar Sy, auxiliados promissoramente por um elenco de apoio igualmente inspirado (com destaque para Anne Le Ny no papel de governanta da residência do aristocrata), o filme tem em seu conjunto de elementos bem relacionados com a fórmula a qual adota para fazer sucesso a sólida sabedoria de como agradar. Desprovido de melodramas forçados que são geralmente ocasionados por roteiros insistentemente acomodados e apelativos, o filme tem na química agradável que rola entre os protagonistas, muitas vezes gerando momentos vibrantes no ritmo, o seu maior acerto. Além de tudo é claro, essa produção tem uma genial trilha sonora que pontua momentos cruciais do andamento da trama, como um conjunto técnico vistoso. “Intocáveis” é um programa leve e divertido, que deixa com toda elegância francesa, uma infinidade de outras produções parecidas no esquecimento.

Nota:  8/10
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coming Soon: Tubarão 19


terça-feira, 6 de outubro de 2015

De Volta para o Futuro | Porque o futuro é agora!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Crítica: Perdido em Marte | Um Filme de Ridley Scott (2015)


Há vida inteligente no espaço. Mais precisamente em Marte. Baseado no romance The Martian, de Andy Weir, a transposição cinematográfica dessa obra é a confirmação disso. “Perdido em Marte” (The Martian, 2015), uma produção de ficção científica que usa o argumento de Drew Goddard (autor do roteiro da sci-fi “Cloverfield” e diretor do terror juvenil “O Segredo da Cabana”) e  é dirigida por Ridley Scott em seu primeiro longa-metragem de relevância em muitos anos. O filme aborda essa possibilidade com um realismo técnico impecável e com uma combinação bem escolhida de boas ideias oriundas de outros icônicos filmes que resultam no final das contas, em um longa-metragem de sobrevivência dramático e envolvente. Scott, que não emplaca um verdadeiro sucesso a altura de sua filmografia do passado (“Blade Runner: O Caçador de Andróides” e “Alien: O Oitavo Passageiro”), acerta em cheio na realização desse produto que tem o tão discutido planeta vermelho no centro das atenções. Na verdade, Ridley Scott mostra o que já era de conhecimento público aos familiarizados com seus filmes: É no terreno da ficção científica que mora seu talento. E ao aliar uma boa história com seu talento, não é surpresa para ninguém que haja uma funcionalidade agradável nessa produção. Em sua trama acompanhamos a história do astronauta Mark Watney (Matt Damon), que em uma expedição ao planeta vermelho é surpreendido por uma terrível tempestade e deixado para trás pelo restante da tripulação que parte em direção do planeta Terra, como também dado como morto devido à gravidade das circunstâncias. Porém, Watney sobrevive ao acontecimento e com inteligência e determinação, envia um sinal de socorro e toma providências para tornar sua permanência em Marte mais duradoura possível, já que a hipótese de uma missão de resgate é logicamente improvável.


Perdido em Marte” se apoia em informações cientificas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) para dar a devida credibilidade ao seu desenvolvimento. E Ridley Scott consegue dar fluência a essa iniciativa de forma bem orgânica, pois a engenhosidade dos métodos da Nasa é conciliada com a esperteza dos envolvidos na produção. Em sua essência, trata-se de um “Resgate do Soldado Ryan” no espaço com traços de “O Náufrago”, entretanto com uma série de atrativos próprios. Matt Damon está desolado num planeta de atmosfera e condições de sobrevivência insustentáveis, onde ele deve usar sua engenhosidade para sobreviver. O que consequentemente desperta a curiosidade no espectador em como ele irá fazer isso. Ao mesmo tempo, há uma ação paralela de resgate por parte da tripulação em confronto com o comando da Nasa que preenche alguns vazios e intercala as passagens solitárias do protagonista com algo mais que desencadeia ações intrigantes, materializadas em bons diálogos e atitudes impactantes. O que também recheia a história com grandes e talentosos nomes de Hollywood (Jessica Chastain, Jeff Daniels, Sean Bean, Kate Mara, Michael Peña e Kristen Wiig), contrariando a aparente premissa solitária de Damon em sua luta pela sobrevivência. Com um visual esplendoroso, conferido por efeitos visuais inspirados de um realismo inquestionável, Marte está reproduzida de forma brilhante que transparece toda e provável solidão e imensidão que Matt Damon está sendo submetido. Por fim, “Perdido em Marte” é um retorno satisfatório e realmente representativo do cineasta, onde o filme tem um desempenho mais que promissor de Matt Damon e companhia e talvez seja um dos melhores filmes do ano.

Nota:  9/10
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domingo, 4 de outubro de 2015

Crítica: Assassinos Substitutos | Um Filme de Antoine Fuqua (1998)


John Lee (Chow Yun-Fat) é um experiente e leal matador profissional. Simplesmente o melhor que o dinheiro pode comprar. Prestando serviço para a máfia chinesa, esse assassino entra em choque com o chefão da organização quando se recusa a executar um trabalho que toca sua consciência. Jurado de morte, lutando para salvar sua vida, John Lee acaba se envolvendo com Meg Coburn (Mira Sorvino), uma talentosa falsificadora de documentos que é contratada para confeccionar passaportes falsos para a fuga de Lee do país em direção à China. Transformados em alvos de novos e perigosos assassinos contratados pela máfia, John e Meg unirão forças para escapar desses novos assassinos. “Assassinos Substitutos” (The Replacement Killers, 1998) é filme de ação policial escrito por Ken Sanzel e dirigido pelo diretor norte-americano Antoine Fuqua, em seu primeiro longa-metragem de ação após uma promissora carreira como realizador de vídeos musicais de bandas de sucesso. Produzido por John Woo, um genial cineasta que na década de 80 e 90 criou fantásticos exemplares Made in Hong Kong para o gênero da ação que ganharam o mercado mundial como poucos, e que curiosamente estrelados por Chow Yun-Fat, essa produção tem várias das características estéticas e narrativas de seu produtor e que consequentemente ressoam sobre filmes como “The Killer – O Matador” (1989) e “Fervura Máxima” (1992). Com uma mistura bem criada de ação e atmosfera, Antoine Fuqua entrega um filme visualmente bem elaborado e de contornos dramáticos de grande funcionalidade.

Assassinos Substitutos” foi um filme de estreias e de teste para muitos dos envolvidos. Enquanto Fuqua ainda era visto por muitos com suspeitas de ter a competência necessária para conduzir uma produção ambiciosa comercialmente, o que desencadeou um clima pesado entre ele e o estúdio responsável, tem-se ao mesmo tempo nessa produção a estreia de Chow Yun-Fat no cinema estadunidense, além da presença de Til Schweiger (o soldado alemão que é aliado dos Bastardos Inglórios no longa-metragem de Quentin Tarantino), que faz o papel de um dos assassinos substitutos que dá nome ao filme. Com uma trama enxuta, que alia bem ação estilizada e uma carga dramática válida a proposta, a regra em vigor do seu desenvolvimento é presentear o espectador com as mais fantásticas sequências de ação e tiroteios no melhor estilo Hong Kong de se fazer cinema. Com atuações bem desempenhadas, seja pelo casal de protagonistas ou pelo elenco de apoio formado por Michael Rooker, Danny Trejo, Til Schweiger e Kenneth Tsang, o filme acerta em cheio no equilíbrio de trama bem ajustada à necessidade de gerar adrenalina. De um conjunto técnico brilhante, onde a direção de fotografia confere uma beleza estética rara aos acontecimentos, e a trilha sonora um ritmo envolvente para as passagens de emoção (com destaque para a sequência inicial pontuada pelo grupo The Crystal Method), é certo que a composição do trabalho de Fuqua não é nenhuma novidade. Mas a eficiência do que é aplicado em “Assassinos Substitutos” é de uma excelência que beira ao impecável dentro de sua proposta. Um grande filme para fãs de filmes de ação frenética que não tem do que se envergonhar diante de outros ícones de sua época.

Nota:  8/10
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Let's Dance Cinéfilos!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Demolidor