sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pinturas com Disquete de Nick Gentry

O que já foi um dia tecnologia de ponta, hoje vira material artístico na mão do artista britânico Nick Gentry, que utiliza discos flexíveis (disquetes de computador) para compor suas obras, ampliando as possibilidades de se expressar através de suas telas. Gentry coloca os disquetes uns ao lado dos outros, de diferentes formas de acordo com a necessidade. A pintura, confeccionada sobre uma base de madeira, não mantem critérios de padrão para o que cobrir com tinta ou não dando um ar dinâmico as obras a qual define como arte social. Deixo alguns exemplos das obras de Nick Gentry e o link para seu site com várias outras.








quinta-feira, 26 de abril de 2012

Crítica: Por Um Fio | Um Filme de Joel Schumacher (2003)



Joel Schumacher, de certo modo arruinou de uma vez por todas a franquia do cavaleiro das trevas iniciada por Tim Burton no longínquo final dos anos 80. Burton tinha particularidades que batiam com as necessidades do personagem Batman (o tom sombrio que caracteriza o personagem e a filmografia de Burton foi trocada por um estilo exageradamente carnavalesco e cheio de personagens que pudessem render no futuro pós-exibição, bonequinhos para se vender em lojas de conveniência e afins). Se por um lado fez besteira por cumprir as ordens dos produtores, sucumbindo a pressão que um projeto daquela magnitude tinha, pelo outro fez um favor a humanidade abrindo os olhos de muita gente, ao frear um negócio que despencava em um abismo e nos fazendo ver, que personagens em quadrinhos também é coisa séria, visto pelo trabalho retomado por Christopher Nolan anos depois. O papel de Schumacher na direção de “Batman e Robin” (1997) não desqualifica seu profissionalismo, mas apenas demonstra que o buraco é mais em baixo, e porque não dizer, mais em cima (em um seleto grupo de comandantes que dão o veredicto do que entra e não entra no filme). E a prova de sua competência de fazer muito com pouco arame e menos pressão, está nessa fita de premissa simples e fascinante chamada "Por um Fio" (Phone Booth, 2003) drama estadunidense estrelado por Colin Farrel (em sua segunda parceria com Schumacher após o surpreendente "Tigerland", de 2000), que impressiona com sua atuação, ao mesmo tempo que o cineasta possibilita mostrar que é capaz de realizar um filme competente sob as condições adequadas. 

Colin Farrel interpreta Stu Sheppard, um agente artístico de lábia afiada, cheio de esquemas de malandragem para se chegar ao sucesso, como armar matérias em tabloides e manipular clientes a sua vontade. Stu é casado, porém encontra tempo para uma pulada de cerca eventual.  Em uma rua de Nova York, ele atende a uma ligação em uma cabine telefônica, de onde acabou de ligar para uma possível vítima de seus galanteios (Katie Holmes) e recebe uma intimação inusitada: “ se desligar o telefone, você morre”. A voz por trás do telefone aos poucos prova a seriedade do ultimato, fazendo de Farrel um refém na mira de um atirador no meio de um centro urbano. Com Farrel duelando pelo telefone com o interlocutor – uma voz durante o filme todo – tenta não ser morto por suas respostas, enquanto um capitão da polícia (Forest Whitaker) procura salvar Stu da situação em que se encontra, antes que a própria polícia acabe com sua vida. O filme foi rodado totalmente em locação, numa única rua onde se passa toda trama.  Filmado em um prazo inferior a duas semanas (um prazo irrisório para os padrões de Hollywood), e que também teve a contribuição de Kiefer Sutherland, astro da série "24 Horas", com quem Schumacher já havia trabalhado antes mesmo tendo tão somente o som de sua voz ao telefone como algoz atirador, a produção funciona com perfeição. Tem um clima tenso, bons diálogos, e um elenco extremamente competente em seus papéis. Com uma trama simples apoiada em um roteiro esperto e arrojado, uma interpretação convincente de Farrel e bem conduzida por Schumacher, "Por um Fio"  é um bom exemplo das possibilidades que um projeto munido de boas ideias, e uma hábil execução, pode render grandes surpresas do começo ao fim.


Nota: 8/10 
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terça-feira, 24 de abril de 2012

Cartazes Poloneses | Arte



Ver cartazes de cinema bem elaborados pelos estúdios de cinema, despontando cenas marcantes do filme ou fotos de astros e estrelas da produção é banal em qualquer parte do mundo. Menos na Polônia. Os cartazes poloneses (Polski Plakatów) dos filmes – inclusive os estrangeiros – são criados exclusivamente por artistas locais. Pois cada cartaz tem um “Q” de exclusividade e originalidade artística polonesa, com ilustrações abstratas, criações artísticas alusivas ao filme, muitas vezes deixando quase impossível de se reconhecer a produção aos menos atentos. Descartando completamente o material de divulgação do filme cedido pelos estúdios universalmente, na Polônia a tarefa de criação do material de publicidade gráfica fica a cargo de artistas locais, dando oportunidade para destacar o trabalho de ilustradores, artistas plásticos e desenhistas em um mundo feito de imagens digitalizadas garantindo a sobrevivência autônoma  desses artistas às quais sua categoria amargura.

Portanto, o que muitas vezes já era um produto de culto para cinéfilos e amantes da sétima arte, quando o assunto é cartaz polonês ele ganha ainda mais o status de obra de arte, tamanha a desenvoltura dos cartazes poloneses. Por isso deixo ao redor desse post alguns exemplos de obras bem distintas ao grande público que exemplificam o que me referia. Pura arte.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Chuck Palahniuk



O escritor americano, nascido da cidade de Pasco, Chuck Palahniuk, embora tenha se formado em jornalismo optou por exercer a profissão de mecânico antes de ingressar na literatura. Depois de publicar alguns contos em pequenas revistas, ele lançou seu primeiro livro em 1996, com o cultuado “Clube da Luta”, premiado em 1997 pela Pacific Northwest Booksellers Association e recebeu o prêmio de melhor romance da Oregon Book. Culto posterior, causado pelo sucesso do filme Clube da Luta (Fight Club, 1999), dirigido pelo premiado cineasta David Fincher e estrelado por Brad Pitt e Edward Norton. Ainda em 1999 chega às livrarias seu segundo romance, intitulado “Invisible Monsters”, que foi recusado a princípio por editores pelo conteúdo perturbador da obra. Posteriormente lança o livro “O Sobrevivente”, concretiza seu sucesso pelo numero de fãs que já obtivera. Dono de um estilo que ele mesmo chama de Ficção Transgressional, o autor ficou caracterizado pelo uso de frases curtas e repetitivas, dotadas de cinismo e ironia e armado com ácidas críticas anticapitalistas.

O livro “Survivor” (O Sobrevivente) teve seus direitos cinematográficos vendidos, mas nenhum estúdio se empenhou na adaptação do romance, por seu conteúdo controverso. Devido ao fato de o protagonista arremeter um avião contra o solo, em pleno deserto australiano, fez as cicatrizes da lembrança do 11 de setembro doer, desconsiderando o potencial imediato da obra.  

Seu grande sucesso literário veio com “Choke” (2001) que entrou para lista dos mais vendidos do jornal The New York Times. Esse livro também virou filme em 2008 com O Sufoco, protagonizado por Sam Rockwell, Anjelica Huston e Kelly MacDonald, e tendo na direção Clark Gregg, porém não foi recebido com o culto que Clube da Luta gerou. Em seguida publicou o livro “Cantiga de Ninar”, também novamente ganhador do prêmio Pacific Northwest Booksellers Association em 2003.
 
A edição de março de 2004 da Revista Playboy publicou um conto de sua autoria intitulado Guts (que integra o livro Haunted). Em 2003, quando o romance “Diary” estava sendo promovido em uma turnê de divulgação, o autor leu o tal conto para a audiência, onde supostamente cerca de mais de 30 pessoas passaram mal ao ouvir a leitura feita pelo próprio autor. Apesar de o evento ser factual, as reações são posteriormente ainda discutíveis. Particularmente achei perturbador, mas acho improvável uma hospitalização pós-leitura. No entanto, forte e indigesto o bastante para não reproduzi-lo neste post. 

Em 2003 foi realizado por membros do site oficial do autor Chuck Palahniuk, um documentário sobre sua vida, chamado Postcards from the Future: The Chuck Palahniuk Documentary. Ele é um dos autores que possui o maior numero de fãs internautas sitiados em seu site oficial. Hoje além de escritor,  tem se habilitado a escrever para jornais e revistas, onde parte desse material foi condensado para o livro "Stranger Than Fiction: True Stories" publicado em 2004.